Ele pensava numas coisas malucas, como fazer amor nas escadas enquanto todos dormiam e a lua fazia um sorriso no céu em seu quarto crescente.
Era coisa de paixão, talvez profanássemos paredes e degraus e corrimões. Talvez nossos gritos abafados fossem a canção de ninar de quem achávamos que não nos sabia.
Ele era um cavaleiro andante. Aprendera a quixotear com a própria vida. E eu, Dulcineia apaixonada, é claro que seguia.
Mas, como não o perseguia - nem caberia isso desejar - ele foi e eu fiquei.
Sancho lhe era de fato, melhor companhia.
No fundo, eu gostava - depois de todos os insanos e sagrados atos -de numa cama macia me deitar.
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| [imagem: vivi lucie] |

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