logo a reconheceu. Era a dele.
| [imagem: a.gil] |
Ainda hoje, ao se lembrar, sente na boca o gosto
do sal da primeira lágrima que lhe pousou nos lábios.
Era só uma menina, mas já lhe doía a vida, então.
Porque na noite anterior fora dele mais
do que jamais pertencera a alguém.
E juntos haviam jurado aquelas juras primeiras,
afoitas, inquietas, entre uns beijos molhados, profundos,
roubados das permissões.
Ainda hoje, acaricia seu ventre ao se lembrar.
E sente o peso da menina que ele lhe deixara no ventre
e para quem comprara um pequeno berço de vime
com o dinheiro que ganhou na venda
da bicicleta que ele deixou.
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