Quando ela se despediu, ele achou que poderia rir disso apenas alguns dias depois.
Imaginou-se escrevendo algumas bobagens para passar o tempo e assim, aproveitava para exorcizar o seu amor.
Pela janela, sabia que veria partir, com o inverno, aquela fisgada que sentia em seu peito quando se lembrava dela.
Com o tempo, até ele seria como aquele amor: amarelado, envelhecido, desbotado.
Afinal, a vida era assim mesmo.
Ou não?
.
Um inverno mais tarde,
lá estava ele,
a dedilhar sua máquina de escrever
e
a contar uma história, repetidamente,
do amor maior de sua vida ...
...
A.Gil.
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| [via fromupnorth.com] |

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